Viaje pelo exotismo e pela criatividade do Camboja

Por Gilberto Junior comentário(s)

Com 181.035 quilômetros quadrados, o Camboja faz fronteira com Laos, Vietnã e Tailândia. O país vem se destacando dentro do cenário de ecoturismo e, recentemente, ganhou matéria de destaque no jornal New York Times, que esteve lá para contar como é a rotina em Chi Phat, uma vila na remota província de Koh Kong, localizada no sudoeste do país.

Esta reportagem, que foi reproduzida pelo caderno Boa Viagem do jornal O Globo, revela detalhes das atividades turísticas da região. Passagens curiosíssimas são retratadas, como, por exemplo, a noite que repórter presenciou um jantar comunitário de estrangeiros dentro de uma cabana de bambu.

Ela também destacou os abajures que iluminavam a cena, feitos com gaiolas de pesca. O que eles conversavam durante a refeição? A jornalista revela: sobre o nascer do sol, sobre os pássaros, sobre mergulhos em cachoeiras, sobre mosquitos e sobre jornadas na selva. Afinal, a vida na natureza é isso!

Mas isto é apenas um aperitivo da localidade, que nem sempre foi assim, já que por muitos anos sofreu com falta de infraestrutura e com os abusos de caçadores, madereiros e fazendeiros que devastavam o ambiente. A partir de 2007, a situação começou a mudar com a chegada do grupo de conservação Wildlife Alliance, que transformou essa turma da devastação em guias turísticos, já que eles conhecem todos os segredos das matas e as famílias da região são proprietárias de hospedarias.

Desde a criação de novas estradas, que facilitam a chegada ao local, e pontes, para atravessar o grande número de rios, a cidade vem mostrando um grande pontecial para atrair estrangeiros de todas as partes, sedentos para ver de perto uma vasta área de floresta tropical, aproximadamente 60 espécias ameaçadas (tigres, gibões cristados, crocodilos siameses e elefantes asiáticos) e 12 ilhas com praias de areia limpíssima e água cristalina.

“Participando do projeto de ecoturismo, membros da comunidade não recebem apenas renda para melhorar significativamente sua situação. Também passam a dispor de incentivos para proteger a floresta em vez de explorá-la de uma maneira não sustentável”, aponou John Maloy, da Wildlife Alliance, ao jornal norte-americano. Em 2010, Chi Phat recebe 1.228 visitantes, 50% mais do que em 2009.

Aliás e a propósito, a sustentabilidade no país não fica restrita ao turismo. A marca Khmer Life é um dos destaques da produção de acessórios “verdes” do país e, rapidamente, virou um hype. As bolsas, estojos e aventais feitos artesanalmente por pessoas em situação desfavorecida e empregadas por uma ONG no Camboja tem como matéria-prima sacos de arroz ou de ração usados nas fazendas e na criação de peixes.

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COLABOROU Manuela Menezes

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